Voltemos ao tópico coisas estranhas em Israel:
Aqui não existe uma organização numérica. Explico: Moro no apartamento 220, porém ele se situa no quarto andar. Existem prédios que os apartamentos são numerados a partir do número 1, o vizinho é o número 2, o outro é o número 3 e assim vai até o último andar. Mas como saber o andar quando a pessoa te convida pra ir na sua casa e fala que mora no apartamento 5? Se for dois apartamentos por andar o indivíduo mora no terceiro. Se for cinco por andar é no primeiro. Entendem? Nem eu!
E não acaba por aí o problema com números, desta vez é em relação aos horários. Banco, plano de saúde, instituições públicas, lojas e serviços em gerais tem horários próprios. Tem banco que abre às oito da manhã em um dia, no outro é às nove, um dia fecha às quatro, outro às cinco. Não tem explicação. É assim e ponto! Um dia precisávamos comprar um material elétrico, rodamos a cidade inteira, tudo funcionando, menos as lojas de eletrônica, resolvemos perguntar e nos falaram que terça - feira esse tipo de loja não abre. Loucura, loucura, loucura!! E isso não é só em Raanana, é um sistema instituído no país todo, vai entender...
Aqui também não existe tanque de lavar roupa, só máquina, e a coisa mais comum é ver varal com roupas, pendurado do lado de fora da janela, mesmo em prédios classe A.
Sábado não existe condução pública. No Shabat todos respeitam o dia do descanso, mas se você não quiser descansar é melhor arrumar um carro, carro este que provavelmente, como todos os outros não vai sentir nem o cheiro de água. Sim, ninguém lava carro aqui.
E assim é, não se discute.
Kiss! Lehitraot!
segunda-feira, 26 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
Fora do ar
Estou afastada do blog por problemas técnicos. A sala de computador aqui do Mercaz Klitá ficou fechada, logo nos fechamos para o mundo também. Mas, estamos providenciando nossa banda larga, e tão logo isso aconteça prometo não abandonar o blog.
As novidades são tantas que não cabem aqui, mas resumidamente lhes conto o que andou a se passar em nossas vidas nesses últimos dias que ficamos desconectados do mundo.
Em ordem cronológica, estivemos em Tel Aviv participando de uma festa de Brit Milá. O lugar foi fabuloso, num bar a beira mar, cujo mar era o mediterrâneo. O clima era lounge, descontraído, pessoas interessantes, comidas idem e decoração maravilhosa, afinal o mar mediterrâneo estava lá, na nossa frente, soprando bons ventos. Léo reencontrou seus amigos de longa data, e isso deixou o ambiente familiar, com velhas recordações, papos de aventuras antigas e a percepção do envelhecimento e mudanças físicas do amigo que não se via a muitos anos, sim do amigo, afinal nós nunca envelhecemos, nosso espelho só funciona para o outro que se olha. Estive em Tel Aviv, mas não a conheci. Só vi o mar e corri pelas ruas até chegar nele. Eu esperava mais da cidade, mas não fiquei decepcionada.
Passeamos também em Askhelom, cidade do nosso amigo Jacques. Passamos o dia por lá. Vimos a praia de lá. Bonita, mas estranha se comparada as nossas. Não por uma questão geográfica, afinal praia é praia em todo o mundo, acho que é a energia brasileira, que transcende qualquer explicação.
Fomos em Ein Hod onde assistimos um show de música clássica a céu aberto.
E por fim o passeio mais emocionante foi o de Massada. Estive nas ruínas do palácio do rei Herodes e vi o mais lindo nascer do sol em meio ao nada, ou seria ao tudo, pois a grandiosidade daquelas montanhas de areia do deserto da Judéia, era a arte de Deus escancarada na nossa frente.
Um dia antes estivemos na arena em frente a montanha onde fica a fortaleza de Massada, teve um show de luzes onde foi contada a história desta fortaleza. Dormimos num acampamento de beduínos, povo nômade que habita o deserto. Acordamos as 4 da manhã e subimos Massada. De tarde fomos em Ein Ged, tomamos banho de cachoeira e depois direto ao Mar Morto. Lindo e muito, mas muito salgado. O mar tem 33% de sal e por isso não há como mergulhar, você bóia mesmo que não queira. A cor é linda! É um azul turquesa com bordas brancas de sal. A paisagem também se completa com os banhistas um tanto quanto estranhos e mulheres vestidas de preto até a alma tentando sentir o prazer de se molhar em público. Mulheres que não se mostram e por isso mesmo ficam em evidência.
Voltamos exaustos, mas com a alma muitíssimo lavada. A noite teve fogueira em um Kibutz onde mora um amigo do Léo. Novamente reencontro com outros velhos companheiros de infância.
Também nesse tempo de desconexão, compramos bicicletas ou ofanai, como se diz por aqui, comecei as aulas com uma turma bastante eclética. Minha turma é uma torre de babel perfeita. Tem gente da Ucrânia, Romênia, França, Turquia, Japão, Africa do Sul, Vietnã, Eslováquia e dois brasileiros. Ou eu falo hebraico ou eu falo inglês, não tenho escolha.
Bom, devo ter perdido algum detalhe, afinal já se passou muito tempo desde a última postagem. Mas se é detalhe não precisa estar aqui.
Kiss! Lehitraot!
As novidades são tantas que não cabem aqui, mas resumidamente lhes conto o que andou a se passar em nossas vidas nesses últimos dias que ficamos desconectados do mundo.
Em ordem cronológica, estivemos em Tel Aviv participando de uma festa de Brit Milá. O lugar foi fabuloso, num bar a beira mar, cujo mar era o mediterrâneo. O clima era lounge, descontraído, pessoas interessantes, comidas idem e decoração maravilhosa, afinal o mar mediterrâneo estava lá, na nossa frente, soprando bons ventos. Léo reencontrou seus amigos de longa data, e isso deixou o ambiente familiar, com velhas recordações, papos de aventuras antigas e a percepção do envelhecimento e mudanças físicas do amigo que não se via a muitos anos, sim do amigo, afinal nós nunca envelhecemos, nosso espelho só funciona para o outro que se olha. Estive em Tel Aviv, mas não a conheci. Só vi o mar e corri pelas ruas até chegar nele. Eu esperava mais da cidade, mas não fiquei decepcionada.
Passeamos também em Askhelom, cidade do nosso amigo Jacques. Passamos o dia por lá. Vimos a praia de lá. Bonita, mas estranha se comparada as nossas. Não por uma questão geográfica, afinal praia é praia em todo o mundo, acho que é a energia brasileira, que transcende qualquer explicação.
Fomos em Ein Hod onde assistimos um show de música clássica a céu aberto.
E por fim o passeio mais emocionante foi o de Massada. Estive nas ruínas do palácio do rei Herodes e vi o mais lindo nascer do sol em meio ao nada, ou seria ao tudo, pois a grandiosidade daquelas montanhas de areia do deserto da Judéia, era a arte de Deus escancarada na nossa frente.
Um dia antes estivemos na arena em frente a montanha onde fica a fortaleza de Massada, teve um show de luzes onde foi contada a história desta fortaleza. Dormimos num acampamento de beduínos, povo nômade que habita o deserto. Acordamos as 4 da manhã e subimos Massada. De tarde fomos em Ein Ged, tomamos banho de cachoeira e depois direto ao Mar Morto. Lindo e muito, mas muito salgado. O mar tem 33% de sal e por isso não há como mergulhar, você bóia mesmo que não queira. A cor é linda! É um azul turquesa com bordas brancas de sal. A paisagem também se completa com os banhistas um tanto quanto estranhos e mulheres vestidas de preto até a alma tentando sentir o prazer de se molhar em público. Mulheres que não se mostram e por isso mesmo ficam em evidência.
Voltamos exaustos, mas com a alma muitíssimo lavada. A noite teve fogueira em um Kibutz onde mora um amigo do Léo. Novamente reencontro com outros velhos companheiros de infância.
Também nesse tempo de desconexão, compramos bicicletas ou ofanai, como se diz por aqui, comecei as aulas com uma turma bastante eclética. Minha turma é uma torre de babel perfeita. Tem gente da Ucrânia, Romênia, França, Turquia, Japão, Africa do Sul, Vietnã, Eslováquia e dois brasileiros. Ou eu falo hebraico ou eu falo inglês, não tenho escolha.
Bom, devo ter perdido algum detalhe, afinal já se passou muito tempo desde a última postagem. Mas se é detalhe não precisa estar aqui.
Kiss! Lehitraot!
sábado, 10 de maio de 2008
Lavar roupa todo dia...
Hoje foi dia de lavar roupa. Aqui o sábado é como se fosse o domingo no Brasil, a maioria das pessoas tiram o dia pra descansar e nós aproveitamos que a lavanderia estava vazia pra pôr as roupas em dia.
Não podia deixar de contar essa experiência maravilhosa! Bem, pra começo de conversa temos um card que recarregamos com skalins, que é a moeda daqui, e temos que inserí - lo na máquina pra que se possa efetuar a lavagem. O tempo varia de acordo com o tipo de programa, exemplo: roupas coloridas, roupas finas, roupas pesadas, etc. Mas o lance aqui é colocar sempre na programação de número 2, não sei porque, mas foi o que uma cubana nos ensinou e assim foi feito. Durou mais ou menos 30 minutos. Feito isso, chegou a hora de secar a roupa! Temos que inserir o card novamente na secadora e esperar mais uns 40 minutos.
Quando fomos tirar a roupa da secadora percebemos que algumas roupas não haviam secado, então reprogramamos a máquina pra secar por mais um tempo. Tinha uma francesa aguardando, quando ela viu que usaríamos novamente a máquina, pude ter contato pela primeira vez com a "delicadeza" européia.
Por fim, chegou a hora de dobrar e guardar as nossas roupinhas. Sim, nossas roupinhas!!! Após a secagem algumas roupas encolheram e ganhei um mini vestido e Léo uma baby look! Viva a modernidade!
Kiss! Lehitraot!
Não podia deixar de contar essa experiência maravilhosa! Bem, pra começo de conversa temos um card que recarregamos com skalins, que é a moeda daqui, e temos que inserí - lo na máquina pra que se possa efetuar a lavagem. O tempo varia de acordo com o tipo de programa, exemplo: roupas coloridas, roupas finas, roupas pesadas, etc. Mas o lance aqui é colocar sempre na programação de número 2, não sei porque, mas foi o que uma cubana nos ensinou e assim foi feito. Durou mais ou menos 30 minutos. Feito isso, chegou a hora de secar a roupa! Temos que inserir o card novamente na secadora e esperar mais uns 40 minutos.
Quando fomos tirar a roupa da secadora percebemos que algumas roupas não haviam secado, então reprogramamos a máquina pra secar por mais um tempo. Tinha uma francesa aguardando, quando ela viu que usaríamos novamente a máquina, pude ter contato pela primeira vez com a "delicadeza" européia.
Por fim, chegou a hora de dobrar e guardar as nossas roupinhas. Sim, nossas roupinhas!!! Após a secagem algumas roupas encolheram e ganhei um mini vestido e Léo uma baby look! Viva a modernidade!
Kiss! Lehitraot!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Coisas estranhas parte I
Bem, vou começar o tópico de coisas estranhas em Israel com a multa a pedestres. Pois é, aqui pedestre toma multa! Se atravessarmos o sinal vermelho e tiver um guarda vendo, ele pedirá nossa identidade (Teuda Zeut) e nos multará. O mais engraçado é que funciona. Todos atravessam na faixa e no sinal verde. Não tem essa de sair correndo pela avenida pra economizar caminho. Temos que ir até a faixa de pedestre, mesmo que esta esteja a alguns metros adiante do ponto que desejamos ir.
O mais incrível é que eu estou a três dias em Israel e não consigo mais atravessar fora da faixa, nem atravessar com o sinal vermelho, mesmo que não esteja vindo carro.
Já me percebi parada na calçada, com a pista vazia, nada de veículos trafegando e eu esperando tranqüilamente o sinal ficar verde... Estranho, muito estranho!
Kiss! Lehitraot!
O mais incrível é que eu estou a três dias em Israel e não consigo mais atravessar fora da faixa, nem atravessar com o sinal vermelho, mesmo que não esteja vindo carro.
Já me percebi parada na calçada, com a pista vazia, nada de veículos trafegando e eu esperando tranqüilamente o sinal ficar verde... Estranho, muito estranho!
Kiss! Lehitraot!
Enfim chegamos!!!
Chegamos bem! A cidade é linda! Me sinto em casa. Já fizemos compras no supermercado e na loja de apetrechos para casa. O quarto é simples, mas é confortável. Até agora todos foram muitos simpáticos.
O ar é bem seco, cheguei com rinite por causa das horas no aeroporto e avião. Em Paris foi tudo muito rápido. Por falha do piloto vimos a torre Eifel e o rio Sena. Pois é, o piloto teve que arremeter e nos proporcionou um passeio pelo alto de Paris, que é linda, mas o Rio é mais bonito, modéstia à parte. Por falar em Paris, bebemos uma água de 300ml que nos custou 9 reais, mas a sede era grande, não pensei duas vezes, o problema é que quando fui ao banheiro vi que tinha um bebedouro fantástico... Oh my God!! Meus euros foram por água abaixo literalmente.
As aulas ainda não começaram, talvez semana que vem. A cidade está em festa, é o dia da independência. Muitas nacionalidades diferentes num mesmo canto, isso é incrível! Muitos brasileiros também! Já abrimos conta no banco e fizemos o plano de saúde. De vez enquando encontramos um brasileiro pela rua, já vimos que temos que ter cuidado com o que falamos, tem brasileiro na fila do supermercado, no elevador, no banco, chega a ser engraçado.
Ainda nao conseguimos conhecer a cidade toda, sei que tem praias lindíssimas, mas estamos ainda nos adaptando ao fuso e ao cansaço, fizemos muita coisa no primeiro dia, ficamos exaustos! Os contatos ainda estão limitados pois não instalamos a net no nosso apartamento, breve estaremos conversando via skype. Estou usando a sala de computador do centro de absorção, aqui parece uma universidade, me sinto como estivesse voltado para a faculdade.
Por enquanto está tudo muito divertido! Ra'anana é linda, tranqüila e tem feito dias maravilhosos!
Estou muito feliz, encantada com tudo que estou vendo e conhecendo.
Léo esta fazendo sucesso! Conversa em hebraico e ainda faz piada... Fala inglês e dá aula de computador em espanhol. Eu tô devagar mas ainda chego lá! Pareço papagaio de pirata, às vezes me da aflição quando todos falam em hebraico e eu fico no meio sem entender nada, mas minha hora vai chegar!
Chegamos agora da festa do Yom Hatzmaut, dia da independência de Israel. Muitos idiomas misturados num mesmo espaço, numa mesma confraternização. Amanhã iremos a Tel Aviv e a festa continua!
Kiss! Lehitraot!
O ar é bem seco, cheguei com rinite por causa das horas no aeroporto e avião. Em Paris foi tudo muito rápido. Por falha do piloto vimos a torre Eifel e o rio Sena. Pois é, o piloto teve que arremeter e nos proporcionou um passeio pelo alto de Paris, que é linda, mas o Rio é mais bonito, modéstia à parte. Por falar em Paris, bebemos uma água de 300ml que nos custou 9 reais, mas a sede era grande, não pensei duas vezes, o problema é que quando fui ao banheiro vi que tinha um bebedouro fantástico... Oh my God!! Meus euros foram por água abaixo literalmente.
As aulas ainda não começaram, talvez semana que vem. A cidade está em festa, é o dia da independência. Muitas nacionalidades diferentes num mesmo canto, isso é incrível! Muitos brasileiros também! Já abrimos conta no banco e fizemos o plano de saúde. De vez enquando encontramos um brasileiro pela rua, já vimos que temos que ter cuidado com o que falamos, tem brasileiro na fila do supermercado, no elevador, no banco, chega a ser engraçado.
Ainda nao conseguimos conhecer a cidade toda, sei que tem praias lindíssimas, mas estamos ainda nos adaptando ao fuso e ao cansaço, fizemos muita coisa no primeiro dia, ficamos exaustos! Os contatos ainda estão limitados pois não instalamos a net no nosso apartamento, breve estaremos conversando via skype. Estou usando a sala de computador do centro de absorção, aqui parece uma universidade, me sinto como estivesse voltado para a faculdade.
Por enquanto está tudo muito divertido! Ra'anana é linda, tranqüila e tem feito dias maravilhosos!
Estou muito feliz, encantada com tudo que estou vendo e conhecendo.
Léo esta fazendo sucesso! Conversa em hebraico e ainda faz piada... Fala inglês e dá aula de computador em espanhol. Eu tô devagar mas ainda chego lá! Pareço papagaio de pirata, às vezes me da aflição quando todos falam em hebraico e eu fico no meio sem entender nada, mas minha hora vai chegar!
Chegamos agora da festa do Yom Hatzmaut, dia da independência de Israel. Muitos idiomas misturados num mesmo espaço, numa mesma confraternização. Amanhã iremos a Tel Aviv e a festa continua!
Kiss! Lehitraot!
sábado, 3 de maio de 2008
Apenas um dia.
Hoje despedi do meu quarto, despedi um pouco também da vida que tive, dos sonhos, planos e conquistas vivenciados ali. Fechou o ciclo e isso dói, mas dói gostoso, se é que isso é possível. Não é uma dor de ferida, coisa aberta ou mal acabada, é uma dor de conclusão, dor de vida que passa e dá início a uma nova etapa... sabe quando sentimos que a vida tá andando? Sim! É isso! Dor de sentir que a vida passa... e rápido! Por isso que dói gostoso, porque a vida tá passando e eu tô escrevendo a minha história. E cá entre nós, escrevo com letra maiúscula!
Falta apenas um dia!
Kiss! Lehitraot!
Falta apenas um dia!
Kiss! Lehitraot!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Omnia Mea Mecum Porto
Levo comigo tudo o que tenho. Em latim: Omnia mea mecum porto.
Os exércitos de Ciro planejavam invadir Priene, na Grécia. Todos os cidadãos de Priene começaram a juntar seus bens para fugir da cidade. Menos Bias, um dos sete sábios da Grécia.
Quando perguntaram a ele porque não estava juntando seus bens, ele respondeu: “Omnia mecum porto” que em latim quer dizer: “Tudo o que tenho (de valor) carrego comigo”.
O que Bias quis dizer é que o conhecimento e a sabedoria são os únicos bens que realmente têm valor para um ser humano.
Minha vida está em duas malas... o restante eu carrego na alma!
Faltam 3 dias!
Kiss! Lehitraot!
Os exércitos de Ciro planejavam invadir Priene, na Grécia. Todos os cidadãos de Priene começaram a juntar seus bens para fugir da cidade. Menos Bias, um dos sete sábios da Grécia.
Quando perguntaram a ele porque não estava juntando seus bens, ele respondeu: “Omnia mecum porto” que em latim quer dizer: “Tudo o que tenho (de valor) carrego comigo”.
O que Bias quis dizer é que o conhecimento e a sabedoria são os únicos bens que realmente têm valor para um ser humano.
Minha vida está em duas malas... o restante eu carrego na alma!
Faltam 3 dias!
Kiss! Lehitraot!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Esvaziando o armário e enchendo as malas.
Meu armário está praticamente vazio e as malas já ganharam forma. É um momento de catarse, de limpeza e sobretudo de passar em cheque a vida. A cada roupa descartada ou devidamente posta na mala se torna um processo terapêutico, de reviver momentos, descartar o passado, jogar fora coisas que eu nem me lembrava mais ou escolher o que vale a pena ainda manter, e sempre vem a dúvida: O que é completamente indispensável?
Sinto como se eu guardasse meus sonhos, planos, medos, ansiedade, expectativa, tudo bem dobradinho, apertadinho, pra eu rearrumar em breve em outro lugar.
Neste processo concluo que a carga emocional é bem mais difícil de organizar, carregar e rearrumar...
Faltam 10 dias!
Kiss! Lehitraot!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Homenagem Póstuma
Meu cãozinho se foi antes de eu partir. Momentos difíceis, intensos e tristes. Não acostumo com o “The end”, não sei se é pra a gente se acostumar. Muitos vão achar ridícula essa homenagem, mas não me importo, pois sentir carinho e ser acarinhada por um cão é um privilégio. Passou. O amor ficou. As lembranças serão eternas.

Kiss! Lehitraot!

Kiss! Lehitraot!
sábado, 29 de março de 2008
Lições de Vida
Ganhei a cópia desse vídeo no domingo. Achei tão tocante que quero dividir com todos!
Kiss! Lehitraot!
Kiss! Lehitraot!
sexta-feira, 28 de março de 2008
Domingo bem legal!
Dia 23 de março, não foi só domingo de Páscoa, foi o nosso almoço de despedida. Festa pra quem faz não é boa. Não paramos nem um minuto. Momentos antes dos convidados chegarem estávamos providenciando os últimos acertos. Eu estava tão na adrenalina que tudo desse certo, que as pessoas se sentissem bem, que não aproveitei o momento na sua plenitude. Acho que não conseguia me dar conta que algumas pessoas que estavam ali eu não veria mais, pelo menos por um bom tempo. Senti ao final de tudo que faltou um abraço mais apertado de minha parte. Talvez seja bobagem, mas relato o que sinto.
Alguém já disse que não adianta olharmos pra trás, e isso é a verdade mais simples e certa que existe, portanto, acho que de todo, o saldo foi positivo: Comidinhas gostosas, modéstia a parte, amigos e familiares ao nosso lado, palavras carinhosas proferidas em diversos momentos e por distintas pessoas...
Deixo aqui registrado, se é que as palavras escritas possam ter um pouco mais de significado ou valor, o nosso agradecimento sincero.
Kiss! Lehitraot!
Alguém já disse que não adianta olharmos pra trás, e isso é a verdade mais simples e certa que existe, portanto, acho que de todo, o saldo foi positivo: Comidinhas gostosas, modéstia a parte, amigos e familiares ao nosso lado, palavras carinhosas proferidas em diversos momentos e por distintas pessoas...
Deixo aqui registrado, se é que as palavras escritas possam ter um pouco mais de significado ou valor, o nosso agradecimento sincero.
Kiss! Lehitraot!
sábado, 15 de março de 2008
Bodas de Algodão!
Sim, sim, sim... é hoje o dia da alegria, das nossas bodas.
Um ano atrás dissemos sim, diante o juiz, só proformas, pois o sim da nossa união já tinha sido dado no dia a dia, na parceria, no companheirismo, no amor que foi construído a cada dia, sem pressa ou sofreguidão. Descobri o amor, a vontade de estar perto, de querer sempre o bem pra ele e para nós, desejo de crescer e dividir o mundo com o meu amor, com o nosso amor.
Uma ótima receita de saúde é amar, mas a cura pra todos os males é se sentir amada, querida. Me sinto curada!
Parabéns pra nós Léozinho...
Estamos só começando!
Kiss! Lehitraot!
Um ano atrás dissemos sim, diante o juiz, só proformas, pois o sim da nossa união já tinha sido dado no dia a dia, na parceria, no companheirismo, no amor que foi construído a cada dia, sem pressa ou sofreguidão. Descobri o amor, a vontade de estar perto, de querer sempre o bem pra ele e para nós, desejo de crescer e dividir o mundo com o meu amor, com o nosso amor.
Uma ótima receita de saúde é amar, mas a cura pra todos os males é se sentir amada, querida. Me sinto curada!
Parabéns pra nós Léozinho...
Estamos só começando!
Kiss! Lehitraot!
quinta-feira, 13 de março de 2008
Contagem Regressiva
Bueno, estamos quase lá. A novidade é que adiamos a data da partida para o mês de maio, mais precisamente dia 4. Nada de mais, é que resolvemos chegar com festa, com direito a recepção do chefe da nação e tudo mais que temos direito. Pois é, chegaremos na data em que Israel faz 60 anos e seremos recebidos pelo presidente. Por um lado isso também pode ser um fator um tanto quanto tenso, afinal é uma ótima data também para atentados terroristas, mas isso é um detalhe...
Esses últimos dias foram de férias. Fomos pra Serra Gaúcha e Buenos, não tão Buenos Aires assim. Explico: Buenos Aires é uma cidade de terceiro mundo e como tal está abandonada, uma pena, pois assim como o Rio de Janeiro tem nos seus prédios e monumentos uma riqueza história fantástica.Foram dias maravilhosos e muito divertidos!
Kiss! Lehitraot!
Esses últimos dias foram de férias. Fomos pra Serra Gaúcha e Buenos, não tão Buenos Aires assim. Explico: Buenos Aires é uma cidade de terceiro mundo e como tal está abandonada, uma pena, pois assim como o Rio de Janeiro tem nos seus prédios e monumentos uma riqueza história fantástica.Foram dias maravilhosos e muito divertidos!
Kiss! Lehitraot!
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Convite aos amigos
Passamos o sábado de carnaval preparando um convite super especial para vocês! Lógico que o responsável foi Léo, eu fui só assistente de imagens. Ficou lindo, deu aperto no coração, felicidade, tudo misturado, mas o que prevaleceu foi uma vontade imensa da hora chegar!Preparados? Então apertem o play e se emocionem comigo!
Kiss! Lehitraot!
Kiss! Lehitraot!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Primeiro de Abril
Já tá marcado! Primeiro de abril partiremos! Fomos na agência judaica e marcamos a data.
Sabe quando você encontra um futuro papai e dá os parabéns pelo filho que vai chegar e ele fala: A ficha ainda não caiu? Pois é, é assim que tô me sentindo, um "pai grávido". Abril já tá aí e pra minha surpresa está tudo sob controle, tô calma, parece que vou "ali". Muito estranho... essa não sou eu. Enfim, melhor assim! Quando o "bebê" nascer vou ter que encarar a nova vida!
ERRATA: Léo lendo o meu post da aula de hebraico teceu o seguinte comentário: Pelo que eu saiba, Mac Donald's em todo o mundo tem apóstrofe.
Então minha gente, aquilo que eu falei que era a letra yud, "i", é uma apóstrofe. Tem que rir. Um alfabeto em que você pode confundir uma apóstrofe com uma letra não pode ser de uma língua simples. Só eu pra falar Mc DonaldIs...
Mas com o tempo prometo que vou melhorar. Eu bem que me esforço...
Kiss! Lehitraot!
Sabe quando você encontra um futuro papai e dá os parabéns pelo filho que vai chegar e ele fala: A ficha ainda não caiu? Pois é, é assim que tô me sentindo, um "pai grávido". Abril já tá aí e pra minha surpresa está tudo sob controle, tô calma, parece que vou "ali". Muito estranho... essa não sou eu. Enfim, melhor assim! Quando o "bebê" nascer vou ter que encarar a nova vida!
ERRATA: Léo lendo o meu post da aula de hebraico teceu o seguinte comentário: Pelo que eu saiba, Mac Donald's em todo o mundo tem apóstrofe.
Então minha gente, aquilo que eu falei que era a letra yud, "i", é uma apóstrofe. Tem que rir. Um alfabeto em que você pode confundir uma apóstrofe com uma letra não pode ser de uma língua simples. Só eu pra falar Mc DonaldIs...
Mas com o tempo prometo que vou melhorar. Eu bem que me esforço...
Kiss! Lehitraot!
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Aula de Hebraico grátis!

Geeeeeente!!! Descobri uma foto da loja de fast-food Mc Donal's, em Israel!
E o legal é que o "M" tá lá estampado como em qualquer lugar do mundo, mas o nome está escrito em hebraico. E mais legal ainda é que eu consigo ler!
Vamos lá, vou ensinar um pouquinho de hebraico... (metiiiiiiiiiiida!!!)
Acompanhem da direita para esquerda, pois é assim que se lê hebraico.
A primeira letra é Mem, som de M.
A segunda é Kof ou kuf, som de K.
A terceira é Dalet, som de D.
A quarta é Vav que é base para a vogal o, então o som é de O.
A quinta é Num, som de N.
A sexta é lamed, som de L.
A sétima é Dalet novamente, som de D.
A oitava é aquele risquinho que parece uma apóstrofe, mas é a letra yud, som de I.
E por fim temos o samech, som de S.
Então agora é só juntar as letrinhas... M+K+D+O+N+L+D+I+S.
Viram? Facinho!
Há! Esqueci de um detalhezinho, as vogais existem só nos livros, no dia a dia vc tem que supor, por exemplo, que entre o N e o L tem a vogal A, as vogais O, U e I sempre aparecem, aí já facilita muito, né?!
Estão querendo moleza? Vão aprender chinês...
Kiss! Lehitraot!
domingo, 6 de janeiro de 2008
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Feliz Tudo Novo!
Feliz tudo novo, tudo de novo! Mais um ano se vai e o próximo se aproxima com previsão de muitas mudanças. Mudanças internas, externas. Comecei por uma mudança visível, mas que já é reflexo dos futuros acontecimentos. Cortei meu cabelo bem curtinho. Demorei a decidir. Até o último minuto ainda pensei em fazer todas aquelas escovas milagrosas, em que o milagre dura alguns meseszinhos. Tem a com formol, sem formol, com açúcar, chocolate, mel, japonesa, francesa, tailandêsa... enfim um coquetel molotofe! Mas aí o desejo de mudança gritou e eu disse: Corta! E eu vos digo, AMEI! Tão mais prático... pentear sem prescisar de pente? É possível. Viver sem creme pós enxágue? É possível. Viver sem fazer escova? É possível. Sair de cabelo molhado sem se preocupar se vai armar? É possível. Lavar toda hora que tomar banho? É possível. Rejuvenescer sem plástica? É possível. Agora receber um puxãozinho de cabelo, do tipo vem cá minha nega, já se torna uma tarefa difícil, mas que pode ser perfeitamente substituída por outras partes agarráveis!

Kiss! Lehitraot!
sábado, 22 de dezembro de 2007
A lentidão
Li este texto e achei perfeito...
A lentidão
Há um vínculo secreto entre a lentidão e a memória, entre a velocidade e o esquecimento. Imaginemos uma situação das mais comuns: um homem andando na rua. De repente, ele quer se lembrar de alguma coisa que lhe escapa. Nesse momento, maquinalmente, seus passos ficam lentos. Ao contrário, quem está tentando esquecer um incidente penoso que acabou de viver sem querer acelera o passo, como se quisesse rapidamente se afastar daquilo que, no tempo, ainda está muito próximo de si. Na matemática existencial, essa experiência toma a forma de duas equações elementares: o grau de lentidão é diretamente proporcional à intensidade da memória; o grau de velocidade é diretamente proporcional à intensidade do esquecimento.
Milan Kundera
No momento caminho apreciando a paisagem, nem lenta, nem rápida demais, apenas fazendo registros na memória...
Kiss! Lehitraot!
A lentidão
Há um vínculo secreto entre a lentidão e a memória, entre a velocidade e o esquecimento. Imaginemos uma situação das mais comuns: um homem andando na rua. De repente, ele quer se lembrar de alguma coisa que lhe escapa. Nesse momento, maquinalmente, seus passos ficam lentos. Ao contrário, quem está tentando esquecer um incidente penoso que acabou de viver sem querer acelera o passo, como se quisesse rapidamente se afastar daquilo que, no tempo, ainda está muito próximo de si. Na matemática existencial, essa experiência toma a forma de duas equações elementares: o grau de lentidão é diretamente proporcional à intensidade da memória; o grau de velocidade é diretamente proporcional à intensidade do esquecimento.
Milan Kundera
No momento caminho apreciando a paisagem, nem lenta, nem rápida demais, apenas fazendo registros na memória...
Kiss! Lehitraot!
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